A CGTP-IN vai avançar com um mês de mobilizações em todo o País, entre 17 de setembro e 17 de outubro, que culminará com uma manifestação nacional em Lisboa, Porto e Coimbra. A iniciativa foi anunciada pelo secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, durante a apresentação da 'Política Reivindicativa' para 2027, que coloca entre as principais exigências a subida do salário mínimo para 1.100 euros já em janeiro.

Ao longo de um mês, a CGTP prevê realizar plenários, concentrações à porta das empresas e outras ações nos locais de trabalho, procurando envolver os trabalhadores na discussão das reivindicações. A ofensiva culminará, a 17 de outubro, com manifestações nas três cidades, nas quais Tiago Oliveira espera a participação de “milhares e milhares” de trabalhadores.

No plano salarial, a central sindical reivindica aumentos de pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros, para todos os trabalhadores. Para a CGTP, o salário mínimo deverá passar dos atuais 920 para 1.100 euros em 2027, valor bastante acima dos 970 euros estabelecidos para o próximo ano no acordo tripartido em vigor.

“Os trabalhadores e os reformados precisam de salários e de pensões que permitam viver dignamente durante todo o ano”, defendeu Tiago Oliveira, considerando que a meta proposta é possível: “Aquilo que esmaga as empresas não são os salários, são muitos outros fatores.”

O Governo da AD estabeleceu como objetivo atingir os 1.100 euros de salário mínimo apenas em 2029. Já o acordo de concertação social prevê 970 euros em 2027 e 1.020 euros em 2028. O assunto deverá voltar à discussão na próxima semana, numa reunião da Comissão Permanente da Concertação Social.