Donald Trump, de 80 anos, entrou este sábado, dia 12, num dos temas mais sensíveis e polémicos da política britânica ao defender publicamente a reunificação da Irlanda. Em visita a Dublin, o presidente dos Estados Unidos afirmou que gostaria de ver a República da Irlanda e a Irlanda do Norte novamente unidas e mostrou-se convicto de que esse cenário acabará por concretizar-se.
"Não quero causar problemas, mas digo-vos: adoraria vê-la unificada", declarou Trump aos jornalistas, depois de um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em Farmleigh House. "Da forma como vejo as coisas, vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Já que vai acontecer, mais vale acontecer agora."
O chefe de Estado norte-americano classificou uma eventual Irlanda unificada como "uma coisa fantástica", embora tenha reconhecido que Londres terá necessariamente uma palavra a dizer no processo. "O Reino Unido terá algo a dizer sobre isso, mas penso que seria uma grande coisa", insistiu. Trump chegou ainda a apontar Micheál Martin como "o homem certo para pôr isso em andamento".
A questão permanece politicamente delicada. O Acordo de Belfast, ou Acordo de Sexta-Feira Santa, de 1998, estabelece que o estatuto constitucional da Irlanda do Norte só pode mudar através do consentimento democrático. O governo britânico deverá convocar um referendo caso considere provável que uma maioria dos norte-irlandeses apoie a integração numa Irlanda unificada.
As declarações de Trump foram feitas durante a visita de dois dias à Irlanda, que inclui encontros com Martin e com a presidente irlandesa, Catherine Connolly, além de uma passagem pelo resort de golfe do norte-americano em Doonbeg, no condado de Clare.
















