O Japão assinalou o 81.º aniversário do bombardeamento atómico de Hiroshima, esta quinta-feira, dia 6, numa cerimónia marcada pela homenagem às vítimas (mais de 100 mil) e por um renovado apelo ao desarmamento nuclear.
As 'comemorações' decorreram no Parque Comemorativo da Paz de Hiroshima, reunindo sobreviventes, familiares das vítimas, representantes de vários países e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na sua primeira participação no evento enquanto chefe do Governo.
Às 08:15 locais (00:15 em Lisboa), hora exata em que a bomba atómica foi lançada sobre a cidade, foi cumprido um minuto de silêncio em memória das cerca de 140 mil pessoas que perderam a vida em consequência do ataque norte-americano de 6 de agosto de 1945.
Na intervenção oficial, Sanae Takaichi reafirmou o compromisso do Japão com os 'Três Princípios Não Nucleares', segundo os quais o país não possui, não produz nem permite a introdução de armas nucleares no seu território. A governante defendeu que, enquanto única nação a sofrer bombardeamentos atómicos em tempo de guerra, o Japão tem a responsabilidade de liderar os esforços internacionais para a construção de um mundo livre de armas nucleares e para impedir que uma tragédia semelhante volte a acontecer.
Três dias após o ataque a Hiroshima, recorde-se, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba atómica sobre Nagasaki, provocando cerca de 74 mil mortos. Os dois bombardeamentos permanecem como os únicos ataques nucleares realizados em contexto de guerra e precipitaram a rendição do Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial.
Atualmente, Hiroshima é uma cidade com cerca de 1,2 milhões de habitantes. No centro da metrópole, a Cúpula da Bomba Atómica, preservada desde 1945, continua a simbolizar a destruição provocada pelo ataque e a servir de memorial às vítimas e de apelo permanente à paz.
















