O mais recente balanço aponta que 13 pessoas perderam a vida no sismo de magnitude 7,1, que atingiu, na terça-feira, 28, a província de Kumamoto, no Japão. Contabilizam-se centenas de feridos e milhares de desalojados, enquanto as equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de 64 anos, deixou uma mensagem de pesar às famílias das vítimas e garantiu que o Governo está totalmente empenhado nas operações de salvamento. "As pessoas ainda estão à espera de ajuda e cada segundo conta. Faremos tudo o que for possível para encontrar e resgatar o maior número de pessoas", afirmou.
Entre os locais mais afetados está o centro comercial Aeon Mall, onde uma explosão e o desabamento parcial do edifício provocaram várias vítimas. Duas mulheres, ambas na casa dos 20 anos, morreram no local e quatro pessoas continuam desaparecidas, enquanto as equipas de socorro continuam a vasculhar os escombros.
O sismo provocou ainda o colapso de uma chaminé numa fábrica de papel em Yatsushiro. Dois trabalhadores foram retirados em paragem cardiorrespiratória e nove continuam desaparecidos.
A destruição obrigou à retirada de cerca de 7 mil 700 pessoas, distribuídas por aproximadamente 450 centros de acolhimento. Ao mesmo tempo, mais de 46 mil habitações e instalações ficaram sem eletricidade, dificultando o funcionamento de hospitais e serviços essenciais, numa altura em que as temperaturas ultrapassam os 35 graus.
O impacto fez-se sentir também nos transportes. As autoridades japonesas confirmaram o cancelamento de voos, a suspensão do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas ferroviárias, além do encerramento de 13 troços de autoestradas, uma estrada nacional e várias vias secundárias devido aos danos provocados pelo abalo.
Também a economia começou a sentir os efeitos do desastre. A Toyota suspendeu temporariamente a produção em três fábricas na região de Kyushu e a Honda prolongou a paragem da sua unidade de motociclos em Kumamoto para permitir trabalhos de reparação.
No terreno estão mobilizados cerca de 4 mil 600 elementos, entre militares, bombeiros e polícias, apoiados por meios aéreos que continuam a avaliar os estragos e a procurar sobreviventes.

















