O fotógrafo, cineasta e explorador búlgaro Kostadin Luchansky, que durante mais de três décadas se dedicou a documentar Angola, morreu na quinta-feira, na sequência de um acidente de viação em Sófia, na Bulgária. A sua morte deixa um importante vazio no registo visual e na divulgação internacional do património natural e cultural angolano.

Luchansky considerava Angola a sua segunda pátria e percorreu extensamente o país, fotografando paisagens, comunidades, tradições e vida selvagem. Através da empresa KODILU e do projeto Angola Image Bank, construiu um vasto arquivo com milhares de imagens, muitas delas utilizadas em iniciativas ligadas ao turismo, conservação da natureza, investigação e educação.

O fotógrafo colaborou ainda em projetos relacionados com o Okavango e em trabalhos publicados pela National Geographic. Entre colegas e amigos era recordado pela humildade, paciência e profundo conhecimento de Angola.

“As suas fotografias registaram momentos. A obra da sua vida registou a alma de uma nação”, lê-se numa das homenagens. Um legado que continuará a contar Angola através das imagens que deixou.