O anúncio feito este domingo por Luís Montenegro, no discurso de encerramento do congresso do PSD, sobre a próxima subconcessão da Linha de Cascais, veio ao encontro de uma reivindicação de Nuno Piteira Lopes, o autarca que preside aos destinos daquela autarquia, e que já tinha manifestado a vontade de, juntamente com as câmaras de Oeiras e Lisboa, poder vir a participar na gestão daquela infraestrutura ferroviária.
O primeiro-ministro revelou que esta será a primeira linha ferroviária do país a avançar para um modelo de subconcessão, inserido na estratégia do governo para reforçar a oferta ferroviária e melhorar a mobilidade nas áreas metropolitanas. Um anúncio que caiu que ‘nem sopa no mel’ para Piteira Lopes, que já chegou mesmo a defender a aplicação de um modelo semelhante ao que existe nos transportes rodoviários, onde, desde há 4 anos, foi introduzida a gratuitidade para residentes.
Em declarações ao 24Horas, Piteira Lopes, que não escondeu a sua satisfação pelo anúncio de Montenegro, que, segundo ele, vem ao encontro das pretensões da autarquia: “O que move esta autarquia é garantir uma gestão mais próxima do território e responder às críticas que têm sido feitas ao funcionamento do serviço, frequentemente marcado por atrasos, interrupções e problemas de manutenção, isso tem de acabar”.
O presidente da Câmara Municipal de Cascais salientou igualmente o “alinhamento” da sua autarquia e as de Oeiras e Lisboa no que respeita a essa matéria: “Temos uma estratégia comum, e estamos disponíveis para criar uma entidade conjunta que possa vir a gerir a linha, como também, pela nossa parte, não ponho de lado a hipótese de participar num consórcio com privados”. E remata: “Cada vez mais temos de introduzir uma cultura de responsabilização na gestão dos serviços que são prestados à população, as pessoas têm de ser respeitadas. Podem contar connosco nisso, seja a nível dos transportes, como já o é em áreas como a saúde, a educação por exemplo”, garante.

















