Luís Neves, de 60 anos, manifestou-se disponível, esta sexta-feira, dia 24, para responder à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que o Chega pretende constituir, em setembro, para escrutinar os seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ). Em reação ao anúncio feito pelo presidente do partido, André Ventura, o ministro da Administração Interna afirmou que a iniciativa permitirá dar a conhecer o trabalho desenvolvido durante o período em que liderou a polícia de investigação criminal.
“Ainda bem”, respondeu Luís Neves aos jornalistas, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, onde presidiu às comemorações do Dia do Município. O ministro reiterou estar disponível para prestar esclarecimentos “em todos os fóruns” e considerou que a comissão será “uma boa altura para se saber e para se conhecer” o seu legado à frente da PJ.
André Ventura, recorde-se, anunciou esta sexta-feira que o Chega vai recorrer ao direito potestativo para forçar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro, com o objetivo de analisar a atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
O ministro garantiu que responderá às questões “no seu tempo próprio” e assegurou que os portugueses terão todos os esclarecimentos necessários. Confrontado com a possibilidade de ter colocado o cargo à disposição do primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sequência da polémica relacionada com obras na sua habitação em Odemira e com o atrelado encontrado na empresa do empreiteiro responsável pelos trabalhos, Luís Neves rejeitou esse cenário: “Se sentisse que não tinha condições para estar neste lugar, não estava aqui a desempenhar o meu trabalho.”
Por fim, Luís Neves acrescentou estar concentrado nas funções governativas, em particular na prevenção e combate aos incêndios florestais, sublinhando que encara com “a maior tranquilidade” o escrutínio da sua atuação enquanto servidor público.

















