O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, está a reorganizar a estratégia de campanha para a reeleição, num contexto marcado por críticas internas, queda nas sondagens e pelo avanço de Flávio Bolsonaro (45) na corrida presidencial. Perante este cenário de pressão, o Partido dos Trabalhadores (PT) prepara uma mobilização nacional para este domingo, dia 13, uma data simbólica por coincidir com o número da legenda nas urnas e por marcar três semanas para a primeira volta das eleições, agendada para 4 de outubro.
A iniciativa pretende dar um novo impulso à campanha e aproximar o partido das bases eleitorais. Estão previstas ações em várias cidades do país, incluindo concentrações com bandeiras, caravanas de automóveis, distribuição de panfletos, rodas de conversa e encontros em praças e ruas. A mobilização deverá contar com a participação de diretórios do PT, candidatos aos governos estaduais e ao Senado, além de movimentos sociais.
A convocação ocorre também num momento de tensão dentro do campo petista, com críticas à condução da campanha e à estratégia adotada perante a disputa eleitoral. O crescimento de Flávio Bolsonaro nas sondagens aumenta a pressão sobre a equipa de Lula, que procura recuperar terreno e reforçar a presença do Presidente junto dos eleitores.

















