Carlos Cordeiro anunciou esta sexta-feira, dia 31, a saída da FIFA, onde desempenhava funções como conselheiro sénior, e justificou a decisão com a oposição ao projeto defendido pelo presidente, Gianni Infantino, de 56 anos.
Em causa está a criação da FIFA Forward Enterprise, uma nova empresa que deverá gerir os direitos comerciais e a organização das principais competições da FIFA, incluindo o Mundial e o Mundial de Clubes.
Segundo a Associated Press, Cordeiro garante que não participou na elaboração da proposta e diz ser totalmente contra a iniciativa: "Não posso permanecer indiferente, enquanto a FIFA pondera vender uma participação no Mundial."
O antigo presidente da Federação Norte-Americana de Futebol classificou ainda o projeto como "um mau negócio para o futebol".
A proposta, recorde-se, prevê a entrada de investidores privados na nova empresa, com relatos de que a FIFA poderá vender até 20% da sociedade, avaliada em cerca de 17,6 mil milhões de euros.
A UEFA também já reagiu e rejeitou a proposta de forma unânime, admitindo mesmo um boicote às competições organizadas pela FIFA. "O Mundial não está à venda", defenderam as 55 federações europeias num comunicado conjunto.
As federações-membro da FIFA têm até 19 de setembro para se pronunciarem sobre o plano apresentado por Gianni Infantino.

















