Rui Miritta, uma das figuras mais respeitadas do automobilismo português e ibérico, morreu esta segunda-feira, aos 51 anos. O piloto natural de Valongo não resistiu aos ferimentos sofridos num acidente de viação ocorrido no mês passado.

O velório começou às 16:00 desta segunda-feira, dia 6, na capela mortuária de Sobrado. As cerimónias fúnebres prosseguem na terça (7), às 10:00, na Igreja de Sobrado, seguindo depois para o jazigo de família, no cemitério local.

Nos últimos anos, Rui Miritta afirmou-se como uma das grandes referências das competições de velocidade em Portugal e Espanha, num percurso muito ligado aos Porsche GT3 Cup e à estrutura da Monteiros Competições.

Reconhecido pela competitividade em pista, mas também pela forma próxima e apaixonada como vivia o desporto automóvel, o piloto era uma presença muito acarinhada no paddock, deixando consternada a comunidade motorizada.

Natural de Valongo, Rui Miritta construiu um palmarés de destaque nas competições nacionais e ibéricas. Em 2024, sagrou-se campeão GTC do Iberian Supercars e, em 2025, voltou a somar títulos no SuperCars Iberian e no Campeonato de Portugal de Velocidade.

Também deixou marca na Porsche Sprint Challenge Ibérica. Em 2023, conquistou os títulos do Grupo 991.1 e da classe GD 991.1, repetindo o feito em 2024. Em 2025, manteve-se entre os principais protagonistas, com vitórias, pódios e uma presença constante na luta pelos títulos.

Na presente temporada de 2026, Rui Miritta continuava no ativo e mantinha a ambição de competir ao mais alto nível nas pistas ibéricas.