A histórica participação de Cabo Verde no Mundial 2026 continua a ser celebrada. Depois do regresso ao país, a seleção nacional foi recebida pelo presidente da república, José Maria Neves, e pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, numa homenagem ao percurso inédito dos Tubarões Azuis, que se estrearam na fase final de um certame da FIFA e alcançaram os 16 avos de final, onde apenas foram eliminados pela campeã Argentina, após prolongamento.

Durante as cerimónias oficiais, os responsáveis políticos destacaram o orgulho nacional e o impacto da campanha da seleção, que colocou Cabo Verde em destaque no panorama internacional e inspirou todo o país.

"Celebramos uma das mais belas páginas da história de Cabo Verde. Ao condecorar os Tubarões Azuis, não celebro apenas uma vitória desportiva; celebro a resiliência de um povo, a força de uma nação e a certeza de que o futuro de Cabo Verde será construído com coragem, talento e união. A seleção provou que, com união em torno de um ideal, nada é impossível."

Segundo José Maria Neves, a campanha no Mundial demonstrou que Cabo Verde pode superar qualquer obstáculo quando trabalha unido. O presidente acrescentou que a equipa representa "um país unido, forte e invencível", classificando os Tubarões Azuis como "o maior cartão-de-visita de Cabo Verde" e um símbolo da ligação entre o arquipélago e a diáspora.

José Maria Neves reforçou ainda que "há momentos em que uma nação se redefine", considerando que a participação de Cabo Verde no Mundial é um desses momentos históricos, comparável aos grandes marcos da vida do país.

De recordar que o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, propôs a criação do Dia dos Tubarões Azuis, a 3 de julho, para assinalar a prestação frente à campeã Argentina no Mundial de futebol, apesar da derrota por 3-2. Os jogadores vão ser também condecorados com a Medalha Amílcar Cabral, a mais alta distinção do Estado cabo-verdiano.