Os mercados financeiros iniciam a semana com uma mudança de foco, depois de quase duas semanas dominadas pelas tensões no Médio Oriente. A descida do preço do petróleo, impulsionada pela suspensão dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão e pela reabertura de canais diplomáticos, devolveu protagonismo à agenda económica, numa semana marcada pela reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), pelos resultados das grandes empresas tecnológicas e por indicadores macroeconómicos decisivos.

Depois de ter acumulado uma valorização de cerca de 10 por cento na semana anterior, o Brent corrigiu em baixa, encerrando nos 96,78 dólares por barril e prolongando a tendência descendente para perto dos 93 dólares no arranque da semana. Apesar do alívio, os investidores continuam atentos à evolução geopolítica, uma vez que o bloqueio no Estreito de Ormuz e as ameaças ao tráfego no Mar Vermelho mantêm riscos relevantes para a oferta mundial de crude.

No centro das atenções estará a reunião da Fed, que deverá manter as taxas de juro inalteradas, embora os mercados procurem sinais sobre um eventual corte em setembro. A decisão será acompanhada pela divulgação do índice de preços PCE, do PIB norte-americano do segundo trimestre e dos resultados das principais empresas tecnológicas, fatores que poderão condicionar o comportamento das bolsas nas próximas semanas.