O Metro do Mondego transportou cerca de dois milhões de passageiros no primeiro ano de funcionamento, ultrapassando em 30% as previsões de procura. O sistema, que liga Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã ao longo de 36 quilómetros e 27 paragens, validou aproximadamente 1,94 milhões de viagens pagas, depois de uma fase inicial experimental e gratuita.

A empresa estima que a nova rede tenha retirado das estradas cerca de 1,5 milhões de deslocações em automóvel. Em média, 13 mil pessoas utilizam diariamente o serviço, que realiza 291 circulações nos dias úteis e 147 aos fins de semana. Quatro em cada cinco passageiros recorrem a passes, cujo preço varia entre 30 euros para uma zona e 40 euros para três.

A procura crescente também se refletiu nas receitas. Estavam previstos 2,2 milhões de euros no primeiro ano, mas o valor já atingiu 2,4 milhões, ficando muito acima do custo anual de operação, estimado em cerca de oito milhões. A ligação até Coimbra B e à Praça da República deverá abrir a 10 de setembro, enquanto o troço destinado a servir os hospitais de Celas está previsto para o primeiro trimestre de 2027. Autarcas locais defendem agora novas estações e o aumento da frequência.