A Grécia e Israel deverão assinar, na segunda-feira, 31 de agosto, em Telavive, os acordos que permitirão avançar com a criação do “Escudo de Aquiles”, uma rede integrada de defesa aérea e antimíssil avaliada em cerca de 3,1 mil milhões de euros.
O entendimento envolverá a Direção-Geral de Investimentos e Armamento do Ministério da Defesa grego e a SIBAT, organismo responsável pela cooperação internacional do Ministério da Defesa israelita, bem como as empresas de armamento participantes. O programa, aprovado em julho pelo Conselho Governamental para os Negócios Estrangeiros e a Defesa da Grécia, deverá atingir plena capacidade operacional no prazo de 35 meses, embora as entregas sejam efetuadas por fases.
Concebido como um sistema de proteção a várias altitudes e distâncias, o “Escudo de Aquiles” deverá combinar o SPYDER All-in-One, o Barak MX e o David’s Sling, tecnologias israelitas destinadas a intercetar aviões, drones e diferentes tipos de mísseis, incluindo ameaças balísticas. A arquitetura ligará radares, centros de comando e sistemas já utilizados pelas Forças Armadas gregas, recorrendo ainda a programas de inteligência artificial para identificar e hierarquizar potenciais alvos.
O acordo prevê a participação de 12 empresas gregas, às quais deverão ser destinados trabalhos superiores a 700 milhões de euros, correspondentes a cerca de 25% do investimento. Atenas terá igualmente negociado o acesso ao código-fonte do sistema, procurando garantir maior autonomia tecnológica e reduzir a dependência dos fornecedores israelitas.
A operação reforça a aproximação estratégica entre Atenas e Telavive e representa um dos maiores investimentos militares gregos das últimas décadas, num contexto de crescente instabilidade no Mediterrâneo Oriental e no Médio Oriente.

















