Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, está a ganhar crescente protagonismo público e é já apontada como possível sucessora do pai à frente do regime. A jovem, cuja idade será próxima dos 13 anos, tem acompanhado o dirigente em cerimónias militares, visitas a unidades estratégicas e eventos oficiais, surgindo frequentemente ao seu lado diante das câmaras.

A exposição é cuidadosamente controlada por Pyongyang e tem alimentado a convicção de que Kim Jong-un prepara uma nova transmissão hereditária do poder. A Coreia do Norte seria, assim, governada pela quarta geração da família Kim, que dirige o país desde a sua fundação, em 1948.

A hipótese, porém, está longe de ser consensual. Kim Jong-un terá outros filhos e a estrutura profundamente patriarcal do regime pode dificultar a chegada de uma mulher ao topo. Também Kim Yo-jong, irmã do líder e uma das figuras mais influentes do Governo, continua a ser apontada como eventual solução de transição.

A questão sucessória assume particular importância devido ao arsenal nuclear norte-coreano e à saúde de Kim Jong-un, alvo recorrente de especulação. Cada aparição de Ju-ae é, por isso, analisada como parte de uma estratégia destinada a habituar as elites militares e a população à presença de uma futura dirigente.