Subiu para pelo menos 633 o número de mortos na sequência da enxurrada que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete. Quase três mil pessoas continuam desaparecidas, segundo os dados mais recentes das autoridades.

No Nepal foram confirmadas 626 mortes e 2.426 pessoas permanecem desaparecidas, entre as quais mais de 500 estrangeiros. No Tibete, as autoridades chinesas contabilizam sete mortos e 554 desaparecidos. No total, há pelo menos 2.980 pessoas por localizar.

As operações de busca e salvamento continuam em várias das zonas atingidas, apesar das dificuldades provocadas pela lama, pelas estradas destruídas e pelo risco de novas inundações. Mais de 3.700 pessoas já foram resgatadas no Nepal.

Uma das situações mais preocupantes ocorre numa central hidroelétrica, no distrito de Rasuwa, onde mais de 100 pessoas poderão estar presas num túnel cheio de lama. Os socorristas têm recorrido a cordas e cestos para tentar chegar às vítimas.

Entre os desaparecidos estão ainda três cidadãos portugueses. O Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou na sexta-feira, dia 28, que dois portugueses anteriormente dados como desaparecidos foram "localizados em segurança", mas foram entretanto sinalizados dois novos casos.

A catástrofe foi desencadeada pelo colapso de um glaciar nos Himalaias, que provocou uma enorme corrente de água, lama, rochas e gelo. As autoridades mantêm-se em alerta devido à possibilidade de novas inundações.

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