Moçambique procura deixar para trás a recessão e volta a colocar os grandes projetos de gás no centro da estratégia para atrair investimento estrangeiro.
Depois da forte contração económica registada entre o final de 2024 e o início de 2025, o Governo de Daniel Chapo aponta agora para uma recuperação gradual, embora ainda sem a velocidade necessária para resolver os problemas estruturais do país.
Um dos sinais mais importantes chega da Bacia do Rovuma. O Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, retomou definitivamente o caminho depois de ter sido levantada a situação de “força maior” que se prolongou durante mais de quatro anos. Em paralelo, prossegue o desenvolvimento do Coral Norte, da ENI, cuja decisão final de investimento foi tomada em outubro de 2025, enquanto o Governo mantém contactos com a ExxonMobil sobre o gigantesco Rovuma LNG.
Daniel Chapo procura transformar a diplomacia numa ferramenta económica. Em Washington apresentou uma carteira de investimentos superior a 50 mil milhões de dólares e manteve contactos com o Banco Mundial e investidores norte-americanos. O Banco Mundial aprovou entretanto 250 milhões de dólares para o programa MozCommunity. O verdadeiro teste, porém, começa agora: transformar anúncios, linhas de crédito e intenções em dinheiro efetivamente investido e projetos concretizados.

















