A fragilidade de várias moedas africanas continua a representar um dos principais desafios para economias fortemente dependentes das importações, aumentando o preço dos alimentos, combustíveis, equipamentos e matérias-primas e agravando simultaneamente as pressões inflacionistas.

Uma análise baseada em dados da Forbes coloca São Tomé e Príncipe no topo da lista das moedas africanas com menor valor nominal face ao dólar, com 22.281,8 dobras por dólar. Seguem-se Serra Leoa, com 20.969,5 leones, e Guiné, com 8.776,57 francos guineenses.

Entre as restantes moedas destacadas encontram-se o ariary, de Madagáscar, o xelim, do Uganda, o franco, do Burundi, e o xelim, da Tanzânia.

Uma moeda depreciada pode favorecer teoricamente as exportações, tornando os produtos nacionais mais competitivos internacionalmente. Contudo, em economias que importam grande parte do que consomem, o efeito pode ser inverso: as importações tornam-se mais caras e pressionam a inflação e as contas das empresas.

Pequenas e médias empresas são particularmente vulneráveis, devido à menor capacidade financeira para absorver o aumento dos custos de matérias-primas e equipamentos importados.