Luís Montenegro considera que o prolongamento do conflito no Médio Oriente está a ter consequências económicas e sociais muito pesadas para Portugal e para a Europa e classificou como “estúpido” o caminho que está a ser seguido. O primeiro-ministro deixou esta quinta-feira, dia 17, um dos seus mais duros alertas sobre o impacto da instabilidade internacional.
Na abertura da Conferência Europeia da Economia Alemã, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, em Lisboa, Montenegro falou num conflito “aparentemente interminável” e numa situação que, do ponto de vista económico, se tornou “verdadeiramente insustentável”.
“Chega mesmo a ser absurdo, para não usar uma expressão mais forte, que estejamos todos a ser penalizados e não consigamos dar a volta”, afirmou o chefe do Governo, garantindo que Portugal tem insistido junto dos parceiros europeus e nas instâncias internacionais para tentar inverter a situação.
Montenegro endureceu depois o discurso: “Vou mesmo dizê-lo: é um caminho, do ponto de vista económico e social, estúpido, não beneficia ninguém, prejudica-nos a todos, não tem um racional, não tem um sentido.”
Sem mencionar diretamente Donald Trump, o primeiro-ministro defendeu a necessidade de conciliar a resposta às ameaças internacionais com a proteção das populações: “Podemos e devemos proteger o mundo das ameaças terroristas, das ameaças nucleares, mas não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar.”
As declarações surgem num contexto em que a subida dos custos energéticos e dos combustíveis tem aumentado a pressão sobre famílias e empresas portuguesas.
Créditos: @luismontenegro

















