Paulo Raimundo considerou, esta quinta-feira, 17, dia em que arrancou a campanha do buzinão do PCP pelo País, que é errado não impor um teto ao preço dos combustíveis, uma vez que, ao contrário do que defende o Governo de Luís Montenegro, "a população já é toda um setor especial".
"Estamos confrontados com um aumento brutal dos combustíveis, do preço dos alimentos, com uma grande dimensão. Como se isso não fosse pouco, vem aí um novo aumento das taxas de juro, o que implica ainda mais nos custos da habitação", contextualizou o secretário-geral do PCP, à margem da ação 'Romper com injustiças – Novo Rumo para Portugal. Uma vida melhor', que decorre no Cais do Sodré, em Lisboa - em Almada houve buzinão, numa iniciativa liderada pela deputada Paula Santos.
O líder comunista argumentou que, "enquanto cada um de nós paga cada vez mais pelos alimentos, pelos combustíveis, pela habitação, pelas portagens, há quem tenha, no meio desta desgraça toda, lucros nunca vistos, como é o caso da Galp, da banca, da grande distribuição", pelo que "há aqui qualquer coisa que está mal".
Paulo Raimundo continuou, em declarações aos jornalistas: "A nossa ação de hoje é também contra a injustiça na distribuição da riqueza que é criada. Qual é a realidade na vida de cada um de nós? É o salário cada vez mais curto para um mês tão grande e é a pensão que não chega. Portanto, é preciso resolver isto: acabar com a injustiça, distribuir melhor a riqueza, aumentar salários e pensões, e conter o aumento brutal do custo de vida."
Na ótica do líder do PCP, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, "certamente acha que ainda não estamos num estado suficiente para tomar as medidas que se impõem", mas "está enganada e as populações estão justamente indignadas e revoltadas e estão a dar-lhe resposta".

















