António Leitão Amaro, de 46 anos, garante que os portugueses vão sentir nos próximos meses um aumento do rendimento disponível, graças ao novo alívio no IRS e ao suplemento extraordinário destinado aos pensionistas. “As pessoas terão mais dinheiro no bolso, que vem do seu trabalho. O Estado vai ser menos glutão”, afirmou, quarta-feira, dia 16, em declarações à SIC Notícias.
As duas medidas deverão ser concretizadas esta quinta-feira, 17, em Conselho de Ministros, depois de terem sido anunciadas na semana passada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro. O pacote representa cerca de 800 milhões de euros: 400 milhões para uma nova redução do IRS e outros 400 milhões para o apoio extraordinário às pensões.
Segundo o Governo, o alívio do IRS abrangerá mais de dois milhões de agregados familiares e será sentido já a partir de novembro, através da redução das retenções na fonte nos salários e no subsídio de Natal, com efeitos retroativos a janeiro de 2026. Embora a medida incida até ao 6.º escalão, o Executivo afirma que, devido à progressividade do imposto, terá efeitos também para contribuintes dos escalões superiores.
Já o suplemento extraordinário será pago em dezembro a mais de dois milhões de pensionistas, abrangendo pensões até 1.611,13 euros.
O ministro da Presidência justificou a margem para estas medidas com o desempenho da economia e das finanças públicas. Leitão Amaro sustentou que Portugal cresceu e que as contas estão “muito equilibradas”, defendendo que isso permite devolver rendimento às famílias sem comprometer o equilíbrio orçamental.

















