Lionel Scaloni, de 48 anos, deixou no ar a possibilidade de abandonar o comando técnico da Argentina, poucos minutos depois da derrota frente à Espanha (1-0) na final do Mundial 2026. Na conferência de imprensa, o selecionador emocionou-se várias vezes e abandonou a sala lavado em lágrimas.

Antes de abordar o seu futuro, Scaloni reconheceu o mérito da seleção espanhola e, ainda no relvado, cumprimentou Luis de la Fuente (65), selecionador da Espanha e antigo treinador do técnico argentino.

Já perante os jornalistas, admitiu que precisa de tempo para refletir sobre a continuidade no cargo: “Tenho uma ideia do que quero fazer. Cumprirei o contrato e depois veremos. A verdade é que sinto a necessidade de refletir, porque não sei se serei capaz de fazer algo mais grandioso do que isto”, afirmou.

O treinador revelou ainda que irá conversar com o presidente da Federação Argentina, Claudio Tapia (58), antes de tomar qualquer decisão: “Agradeço ao presidente por me ter dado esta oportunidade. Estarei aqui até dezembro e depois provavelmente partirei”, acrescentou, sem conseguir conter as lágrimas.

Depois de recuperar a compostura, Scaloni recordou o percurso vivido ao serviço da seleção argentina e descreveu-o como um verdadeiro sonho: “Estar neste lugar é a realização de um sonho para todos. Nunca imaginei chegar a esta posição”, confessou.

O selecionador explicou ainda que uma eventual continuidade exigiria uma renovação profunda do grupo: “Para continuar, são necessárias muitas coisas, especialmente um reset, uma reconstrução de um grupo como este, que provavelmente não se formará novamente, e isso dói-me profundamente”, desabafou.

Visivelmente emocionado, Scaloni voltou a chorar, levantou-se da cadeira e abandonou a conferência de imprensa sob uma salva de palmas dos jornalistas presentes.

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