Quem circula hoje numa estrada portuguesa dificilmente reconhece os automóveis de há dez ou quinze anos. Não se trata apenas do design ou da eficiência dos motores. Os carros atuais são, cada vez mais, máquinas inteligentes. Trazem sensores de estacionamento, câmaras de 360 graus, radares de deteção de obstáculos, sistemas de travagem automática de emergência e assistentes de manutenção na faixa de rodagem. Tudo isto tornou a condução mais segura, mas também transformou por completo a forma como os novos veículos devem ser segurados.
O problema é que muitas famílias continuam a olhar para o seguro automóvel como olhavam há vinte anos: cobertura contra terceiros, danos próprios, vidros e pouco mais. A realidade, porém, é que um pequeno toque no para-choques dianteiro pode ter um custo de reparação muito mais elevado do que no passado. Não porque o plástico seja mais caro, mas porque por trás desse para-choques podem estar escondidos sensores, câmaras e unidades de controlo eletrónico que custam centenas ou mesmo milhares de euros. E muitos condutores só descobrem isto depois do acidente – quando a oficina apresenta uma fatura que não esperavam.
Um exemplo concreto: um encosto suave num muro enquanto se estaciona. Antigamente, isso resolvia-se com um polimento ou com a substituição de uma peça de baixo custo. Hoje, o mesmo embate pode danificar um sensor de estacionamento ultrassónico ou, pior, um radar de ângulo morto instalado no para-choques. O arranjo deixa de ser estético e passa a ser eletrónico. E a diferença de preço é abismal. Além disso, muitos dos sistemas de assistência à condução exigem calibrações precisas depois de qualquer intervenção.
Sabia que um simples alinhamento da direção pode implicar, em alguns casos, a necessidade de calibrar a câmara frontal que lê os sinais de trânsito? Pois... e essas operações, realizadas em oficinas especializadas, não estão incluídas em qualquer seguro. É preciso que a apólice preveja coberturas adequadas a esta nova realidade.
Por tudo isto, o velho hábito de escolher um seguro apenas pelo preço mais baixo tornou-se ainda mais arriscado, e tal como qualquer corretor SABSEG lhe dará conta, um seguro básico, desenhado para carros mais antigos e, por consequência, menos tecnológicos, pode deixar descobertas a maior parte destas componentes. O resultado é uma falsa sensação de proteção que acaba por se desfazer no primeiro toque.
O carro mudou, a tecnologia mudou, a forma como os acidentes se refletem na carteira do condutor acidentado também. Por tudo isto, é tempo de o seguro acompanhar essa evolução – e de as famílias fazerem escolhas informadas, recorrendo ao melhor apoio do seu corretor SABSEG, tendo em conta coberturas ajustadas ao que realmente têm na garagem. Porque proteger um carro moderno com uma apólice do século passado, na verdade, pode resultar, afinal, em não estar a não proteger coisa nenhuma.
















