O Governo decidiu prolongar até quarta-feira, 15, o prazo para a classificação dos exames nacionais que ainda não estejam corrigidos até ao final desta terça-feira, dia inicialmente previsto para o encerramento do processo. A medida, anunciada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), visa "garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa". O 24Horas tem conhecimento de que a plataforma não está a funcionar, em alguns momentos.
Segundo o comunicado, a extensão do prazo não compromete a divulgação dos resultados, mantendo-se prevista para sexta-feira, dia 17, a afixação das pautas nas escolas. O EduQA, entidade responsável pela avaliação externa, assegura existir "margem temporal suficiente" para concluir todas as etapas entre o fecho da classificação e a publicação das notas.
"Vamos ver se assim será", conta um professor ao 24Horas, lamentando que a plataforma não esteja a funcionar corretamente. "Às vezes, está em baixo."
Até às 18:30 desta terça-feira, cerca de 98% das respostas já tinham sido classificadas. Os restantes 2% dizem respeito, em parte, a situações que exigem validações adicionais, como novas digitalizações de provas com falhas, reclassificações decorrentes da correção de folhas entretanto identificadas ou entregas tardias de exames por parte de algumas escolas.
O Ministério, liderado por Fernando Alexandre, refere ainda que estiveram envolvidos mais de 11.500 professores classificadores, agradecendo o "trabalho, dedicação e compromisso" dos docentes num processo descrito como particularmente exigente.
Alguns professores, recorde-se, apenas receberam esta terça-feira os últimos itens para corrigir e foram informados pelos agrupamentos de exames de que disporiam até ao meio-dia de quarta-feira para concluir a classificação.
Este ano, pela primeira vez, os alunos terão acesso às provas digitalizadas através das escolas, uma medida apresentada pelo MECI como um reforço da transparência e da confiança no processo de avaliação. No entanto, os estabelecimentos de ensino aguardam ainda o envio das orientações sobre os procedimentos a adotar.

















