Portugal condenou "veementemente" os ataques russos que atingiram Kiev durante a madrugada e que provocaram, pelo menos, 16 mortos e mais de 30 feridos. O Governo português, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, de 53 anos, voltou a manifestar solidariedade ao povo ucraniano e garantiu que mantém o seu "firme apoio" à Ucrânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Paulo Rangel (61), reagiu aos ataques através de uma publicação nas redes sociais, divulgada em português e em inglês.
Na mensagem, o Governo português expressou "solidariedade ao povo ucraniano e às famílias das vítimas" e reiterou o apoio de Portugal à Ucrânia perante a continuação da ofensiva russa.
Os ataques desta madrugada atingiram vários pontos da capital ucraniana. De acordo com o Serviço de Emergência da Ucrânia, foram registados pelo menos 16 mortos e mais de 30 feridos.
O alerta de ataque aéreo manteve-se ativo durante várias horas e foram atingidos 12 locais nos distritos de Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi. Entre os edifícios afetados encontram-se habitações, uma instalação médica e uma instituição de ensino.
As equipas de emergência foram mobilizadas para os locais atingidos e trabalharam durante a madrugada para retirar pessoas dos escombros. Vários moradores ficaram presos em edifícios residenciais e num abrigo escolar.
No distrito de Solomianskyi, os dois últimos pisos de um prédio residencial com nove andares ficaram destruídos, tendo sido registados incêndios noutras partes do edifício.
Os ataques acontecem num momento de forte pressão sobre as capacidades de defesa aérea ucranianas. A Rússia tem intensificado o recurso a mísseis balísticos contra Kyiv, numa estratégia que, segundo as autoridades ucranianas, procura também desgastar os sistemas de defesa da capital.
A Ucrânia dispõe de um número limitado de sistemas capazes de intercetar este tipo de ameaça, enquanto continua a enfrentar dificuldades no fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot, de fabrico norte-americano.
Em paralelo, as forças ucranianas têm reforçado os ataques de longo alcance contra alvos no território russo. Depósitos de armas, instalações militares e outras infraestruturas estratégicas têm sido atingidos numa tentativa de limitar a capacidade de Moscovo para manter os ataques contra cidades ucranianas.
Perante a escalada da violência, Portugal mantém a posição de apoio a Kyiv e voltou a condenar publicamente os ataques russos, numa altura em que a guerra continua a provocar vítimas civis e elevados danos materiais na Ucrânia.

















