Portugal foi eleito na primeira volta da votação da Assembleia-Geral das Nações Unidas, como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027-2028, esta quarta-feira, dia 3, assegurando o regresso ao principal órgão responsável pela manutenção da paz e da segurança internacional.

A eleição foi realizada em votação secreta, em Nova Iorque, com os 193 Estados-membros a escolherem os novos ocupantes dos cinco lugares rotativos do Conselho. Portugal concorria pelo grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, onde disputava dois lugares com a Alemanha e a Áustria.

Com este resultado, o País garante o seu quarto mandato no Conselho de Segurança, depois de ter integrado o órgão em 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012, mantendo um histórico de sucesso em todas as candidaturas apresentadas até ao momento.

Em reação à eleição, Luís Montenegro considerou tratar-se de "a conquista de Portugal naquele que é o maior palco da política internacional", sublinhando ainda que "esta vitória unifica Portugal e projeta-nos no mundo", acrescentando que o mandato representa uma responsabilidade acrescida para o País.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o resultado "dignifica Portugal e reforça a sua projeção internacional", destacando que o País "é credível e respeitado" no plano internacional. Luís Montenegro sublinhou também o trabalho desenvolvido pela diplomacia portuguesa ao longo do processo, deixando um agradecimento pelo esforço conjunto que, afirmou, "uniu todos" nesta candidatura.

António José Seguro também já reagiu à eleição, num comunicado divulgado, considerando que "a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas é uma conquista que enaltece todo o povo português", enaltecendo o reconhecimento internacional da credibilidade do País.

"Reflete a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional", elogiou, destacando ainda o compromisso do País com o multilateralismo e com as Nações Unidas.

Seguro salientou igualmente o papel de sucessivos governos e responsáveis diplomáticos ao longo do processo, bem como o contributo da missão portuguesa junto da ONU em Nova Iorque, e dos anteriores Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

A eleição, recorde-se, foi decidida no âmbito da Assembleia-Geral da ONU, num processo em que são escolhidos cinco membros não permanentes para mandatos de dois anos. Com esta entrada, Portugal integrará o Conselho de Segurança num momento marcado por desafios globais, conflitos internacionais e debates sobre a reforma do sistema multilateral.