Portugal passou a integrar a rota do tráfico marítimo de cocaína na Europa, segundo um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) divulgado pela Lusa.
"As quantidades (de cocaína) apreendidas no total diminuíram na Europa ocidental e central e deslocaram-se dos principais portos da Bélgica, Alemanha e Países Baixos para a França, Portugal e Espanha", refere o documento.
O relatório salienta que o tráfico de cocaína sofreu grandes adaptações nas rotas para a Europa ocidental e central, devido à cooperação internacional entre agências. A UNDOC adiantou à Lusa que a redução da quantidade de cocaína apreendida em portos de grande dimensão, como os de Antuérpia, de Roterdão e de Hamburgo, fez com que se verificasse "agora uma mudança para portos mais pequenos e também para outros países, como Portugal, Espanha e França".
De acordo com a UNODC, os fabricantes de drogas ilícitas continuam a inovar em novas substâncias sintéticas, numa tentativa de evitar a sua deteção, tendo sido apreendidos cinco vezes mais tipos de drogas em 2024 do que antes de 2000. O número de novas substâncias psicoativas em circulação nos mercados de drogas atingiu as 755 em 2024, com 118 destas substâncias relatadas pela primeira vez, alerta o relatório.

















