O grande incêndio que deflagrou na tarde de segunda-feira, dia 14, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, continua sem dar tréguas esta terça (15) e, por isso, a exigir um forte dispositivo de combate.
Pelas 10:00, cerca de 70% do perímetro estava dominado, embora agora, ao início da tarde, a existência de numerosos pontos quentes e a previsão de aumento da temperatura e do vento mantenham a Proteção Civil em alerta.
O fogo começou às 16:05 de segunda-feira, numa zona de povoamento florestal, e propagou-se rapidamente, empurrado pelo vento forte. A noite foi particularmente difícil na aldeia de Cerejeira, onde as chamas chegaram muito perto das habitações. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma enorme frente de fogo e a violência com que as chamas avançaram sobre a vegetação.
Apesar da dimensão do incêndio, não há registo de feridos nem de casas destruídas. O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, confirma, contudo, danos em barracões, palheiros e arrecadações, além de uma área florestal ainda por contabilizar.
O combate está a mobilizar 800 operacionais apenas no incêndio de Alvito da Beira. Em simultâneo, um segundo fogo, iniciado às 19:26 de segunda-feira na zona da Atalaia, obrigou a reforçar o dispositivo.
A principal preocupação passa agora pela consolidação do perímetro e pela prevenção de reacendimentos, sobretudo perante condições meteorológicas que podem voltar a favorecer uma propagação rápida das chamas e pôr as aldeias vizinhas em perigo.
Crédito: @ soldados_da_paz

















