Nicolás Maduro, de 63 anos, reapareceu este domingo, dia 30, nas redes sociais, com uma mensagem dirigida aos netos, à família e aos venezuelanos, quase oito meses depois de ter sido capturado por forças norte-americanas, em Caracas. O antigo presidente da Venezuela está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, juntamente com a mulher, Cilia Flores.
As fotografias, divulgadas nas contas oficiais de Maduro, terão sido tiradas a 25 de junho. O ex-chefe de Estado surge sorridente, de roupa cinzenta e ténis brancos, e faz o sinal de vitória. Segundo fontes próximas citadas pelo El País, Maduro viu as imagens a 13 de julho e estas só agora chegaram à família por correio.
“Envio estas fotos como um pequeno presente para todos os meus netos e netas, para os meninos e meninas e para toda a gente nobre que nos ama”, escreveu Maduro. O antigo líder venezuelano garante que permanece determinado: “Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio do vosso amor.”
Mais à frente, acrescenta que esse apoio lhe chega através da “oração”, da “solidariedade” e do “apoio verdadeiro”.
Maduro deixa ainda uma mensagem de esperança aos venezuelanos: “Continuaremos fortes, serenos e confiantes: Deus está connosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá.”
A publicação surge apenas dois dias depois do anúncio de um polémico acordo petrolífero entre o governo interino de Delcy Rodríguez e a administração de Donald Trump. O pacto prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos e envolve 65 mil milhões de barris de reservas comprovadas, mais de 20% das reservas venezuelanas.
Trump afirma que os Estados Unidos terão controlo maioritário sobre esses recursos. Caracas prevê mais de 100 mil milhões de dólares de investimento e 209 mil milhões em receitas fiscais.
O acordo provocou fortes críticas devido à falta de transparência e às dúvidas sobre as condições negociadas e a soberania venezuelana. Delcy Rodríguez revelou entretanto que o protocolo terá uma vigência de 25 anos, embora um responsável norte-americano citado pela CBS tenha referido uma concessão de 100 anos associada a uma empresa conjunta privada, controlada em 55% pelos Estados Unidos.
Maduro e Cilia Flores foram capturados a 3 de janeiro e levados para os Estados Unidos. O antigo presidente declarou-se inocente das acusações relacionadas com narcoterrorismo. O julgamento está previsto para junho de 2027.
















