Os professores classificadores dos exames finais nacionais do ensino secundário vão receber uma compensação extraordinária pelo trabalho de correção realizado este ano. Um despacho assinado pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, determina o pagamento de 1 euro por cada resposta classificada, 12 euros por cada prova reapreciada e 18 euros por cada prova analisada em sede de reclamação.

No caso das provas que continuam a ser corrigidas em suporte físico, como Geometria Descritiva e Desenho A, a remuneração será de 10 euros por prova. A medida abrange as classificações da 1.ª e da 2.ª fases dos exames, bem como da época extraordinária.

Segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), a decisão pretende reconhecer o esforço dos docentes num ano marcado pela generalização da classificação eletrónica por itens, um modelo que obrigou à mobilização de um elevado número de professores e que, em muitos casos, implicou trabalho durante fins de semana e em horário noturno. A tutela reconhece também que o processo registou constrangimentos que dificultaram o trabalho dos classificadores.

A introdução da correção digital esteve envolta em polémica desde a divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, com falhas na digitalização das provas, respostas incompletas e trocas de folhas, situações que levaram a um aumento dos pedidos de consulta e reapreciação dos exames. Algumas escolas admitiram dificuldades em responder ao elevado volume de solicitações.

De acordo com a Federação Nacional da Educação (FNE), a compensação agora aprovada deverá representar um investimento global de cerca de 3 milhões de euros, procurando responder às críticas dos docentes relativamente à carga de trabalho adicional exigida pelo novo modelo de classificação.