Os diretores escolares receiam que o processo de reapreciação das provas da primeira fase dos exames nacionais não esteja concluído até sexta-feira, dia 7, data prevista para a afixação das classificações finais. O atraso, atribuído ao calendário apertado e ao ritmo da correção, volta a levantar dúvidas sobre a capacidade do Ministério da Educação, liderado por Fernando Alexandre, para assegurar o normal funcionamento de uma das etapas mais sensíveis do ano letivo.

Segundo responsáveis de várias escolas, na segunda-feira apenas cerca de metade dos pedidos de reapreciação estava concluída, enquanto alguns professores receberam provas para corrigir apenas nos últimos dias. A situação reduz significativamente a margem para cumprir os prazos definidos e aumenta a incerteza junto de alunos e famílias, numa fase decisiva para o acesso ao ensino superior.

As pautas da primeira fase constituem um elemento indispensável para a candidatura às universidades e politécnicos, pelo que qualquer atraso poderá ter impacto em todo o calendário subsequente. Os diretores admitem que o esforço dos docentes tem sido intenso, mas alertam que a sobrecarga de trabalho e a concentração das tarefas em poucos dias tornam difícil garantir que todas as reapreciações estejam concluídas dentro do prazo.

Até ao momento, o Ministério da Educação mantém a previsão de divulgação das classificações na sexta-feira, sem indicar se admite rever os prazos caso o processo de reapreciação não esteja concluído.