O Reino Unido vai avançar com a proibição do acesso a redes sociais para menores de 16 anos, uma medida anunciada esta segunda-feira, dia 15, pelo primeiro-ministro do país Keir Starmer (63).

“As redes sociais estão a tornar as crianças infelizes. Estão a facilitar que os agressores as assediem e maltratem, e podem até estar a prejudicar a sua saúde mental”, afirmou o chefe do Governo britânico, acrescentando ainda que estas plataformas “estão a expô-las a conteúdos perigosos, porque é isso que chama a atenção. Estão concebidas para serem viciantes”.

Keir Starmer sublinhou que o impacto vai além da saúde mental, atingindo também o desempenho escolar, a leitura, a capacidade de socialização e até os hábitos de sono. “Isto tem impacto no desenvolvimento das crianças”, disse.

O primeiro-ministro reconheceu que as redes sociais podem trazer benefícios aos mais jovens, mas defendeu que, em matéria de governação, “tem sempre a ver com escolhas”, considerando que “é claro que uma proibição total é a escolha certa”.

Starmer admitiu ainda que a aplicação da medida poderá enfrentar resistência por parte das empresas tecnológicas e dificuldades ao nível da fiscalização, mas garantiu que o executivo irá avançar com a legislação. O plano inclui também restrições às plataformas de videojogos, obrigando-as a impedir que menores conversem com desconhecidos.

A medida ainda não tem data de entrada em vigor, mas coloca o Reino Unido na linha de países como a Austrália, o Canadá, o Brasil e a Indonésia, que já introduziram legislação ou restrições baseadas na idade para o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais.