António Guterres, de 77 anos, vai reunir representantes dos lados grego e turco de Chipre, juntamente com a Grécia, a Turquia, o Reino Unido e as Nações Unidas, numa nova tentativa de relançar o processo de reunificação da ilha, dividida há mais de cinco décadas.
"Obtive o acordo de ambas as partes e dos fiadores para organizar uma reunião cinco mais um. No entanto, uma preparação adequada é essencial, porque quero evitar mais reuniões infrutíferas. Quero que esta seja produtiva e contribua para encontrar uma solução", anunciou o secretário-geral da ONU.
Guterres deslocou-se esta semana a Nicósia, naquela que é a primeira visita de um secretário-geral das Nações Unidas ao Chipre em 16 anos, para avaliar a possibilidade de retomar negociações que estão bloqueadas há oito.
Durante a visita, o líder da ONU reuniu-se com os responsáveis da República de Chipre, Estado-membro da União Europeia, e da autoproclamada República Turca do Norte de Chipre, reconhecida apenas pela Turquia, apelando aos dois lados para reforçarem a confiança e aproveitarem esta nova oportunidade de diálogo.
"Este é o momento em que todos os esforços devem ser feitos para restaurar a confiança", sublinhou António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano.
Chipre permanece dividido desde 1974, após a intervenção militar da Turquia na sequência de um golpe de Estado apoiado pela Grécia. A divisão continua a alimentar tensões entre Atenas e Ancara e mantém-se como um dos principais obstáculos às relações entre a Turquia e a União Europeia.

















