O Rio de Janeiro quer transformar-se numa das grandes capitais mundiais da inteligência artificial e prepara uma ofensiva para atrair empresas, centros de dados e investidores internacionais. A cidade vai receber, em maio de 2027, o AI Cities Summit Latam, encontro destinado a juntar governos, reguladores, empresas tecnológicas, operadores de centros de dados, fornecedores de energia e grandes investidores.
A ambição, revela o Valor Económico, é colocar o Rio entre os dez maiores polos mundiais de inteligência artificial até 2032. Um dos pilares da estratégia é o projeto Rio AI City, desenvolvido em parceria com a Elea Data Centers e anunciado com um investimento de 550 milhões de dólares.
A infraestrutura será instalada na região do Parque Olímpico e deverá arrancar com capacidade de 1,5 GW, podendo atingir 3,2 GW, destinada sobretudo às necessidades da inteligência artificial e da computação em nuvem. As autoridades cariocas apontam como vantagens competitivas a disponibilidade de energia limpa, espaço físico e a capacidade brasileira para receber investimentos provenientes tanto dos Estados Unidos como da China. Uma corrida em que cidades de todo o mundo procuram posicionar-se perante uma indústria que promete movimentar milhares de milhões.

















