As greves parciais previstas para quarta-feira, dia 28, e sexta-feira (30), no Metropolitano de Lisboa, foram desconvocadas pelos sindicatos, na sequência da decisão do Tribunal Arbitral de impor serviços mínimos. As organizações sindicais contestam o acórdão, considerando que as condições determinadas colocam em risco a segurança dos passageiros e dos trabalhadores.
As paralisações estavam inicialmente marcadas para o período entre as 05:00 e as 10:00, podendo provocar fortes perturbações na circulação durante a hora de ponta da manhã.
“Enviámos uma comunicação aos trabalhadores e ao próprio Conselho Económico e Social, onde informamos que as greves de 28 e dia 30 serão desconvocadas”, confirmou à agência Lusa a dirigente sindical Sara Gligó.
A responsável da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) criticou a decisão do Tribunal Arbitral, que determinou a circulação de comboios durante as paralisações, nos moldes solicitados pela administração da empresa.
“Entendemos que esta decisão contraria a jurisprudência existente, coloca em causa a segurança dos utentes e dos próprios trabalhadores”, denunciou Sara Gligó.
A sindicalista alertou ainda que o acórdão permite a substituição de trabalhadores em greve por funcionários que, segundo afirma, não possuem habilitação para desempenhar determinadas funções.
A desconvocação afasta, assim, as duas paralisações previstas para esta semana, mas mantém aberto o conflito entre os representantes dos trabalhadores e a administração do Metropolitano de Lisboa.
















