A jornalista angolana Hariana Verás Victoria, de 42 anos, que chamou a atenção de Donald Trump para a continuação da violência no leste da República Democrática do Congo (RDC), falou em exclusivo ao 24Horas depois da troca de palavras com o presidente norte-americano na Casa Branca. A repórter esteve recentemente no país africano e garante ter testemunhado no terreno episódios de violência contra cidadãos congoleses.
Durante o encontro com Trump, Hariana Verás questionou o Presidente sobre o cumprimento dos acordos promovidos por Washington entre a RDC e o Rwanda e afirmou ter presenciado a continuação da violência no país. Trump garantiu estar informado sobre a situação e assegurou que os Estados Unidos vão agir caso sejam confirmadas violações dos compromissos assumidos.
Em declarações ao 24Horas, a jornalista explicou que a questão colocada ao chefe de Estado norte-americano resultou precisamente daquilo que encontrou durante a passagem recente pela RDC. Hariana Verás tinha já dito perante Trump que esteve no país cerca de um mês antes e que possuía elementos sobre aquilo que testemunhou.
A jornalista tem acompanhado de perto o conflito entre a RDC e o Rwanda e já tinha abordado anteriormente, em Washington, a aplicação dos chamados Washington Accords. O processo apoiado pelos Estados Unidos procura reduzir as tensões entre Kinshasa e Kigali e criar condições para terminar um conflito que se prolonga há vários anos no leste congolês.
Durante a conversa na Casa Branca, Trump questionou ainda Hariana Verás sobre a situação do Ébola na RDC. A jornalista respondeu que, segundo as informações que tinha recebido da Organização Mundial da Saúde, a situação estava controlada, mas insistiu que a violência continuava a ser uma das principais preocupações no país.

















