Donald Trump, de 80 anos, protagonizou mais um momento de tensão com a imprensa na Casa Branca, desta vez com Kristen Holmes, correspondente da CNN. Agora, o presidente norte-americano interrompeu repetidamente a jornalista enquanto esta tentava questioná-lo sobre os contactos recentes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un (42).
Holmes procurava saber se Kim tinha respondido às mensagens enviadas por Trump e por que motivo o líder da Coreia do Norte ainda não tinha comentado publicamente a decisão norte-americana de reduzir a dimensão dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
Perante a insistência da jornalista, Trump garantiu que Kim respondeu às suas mensagens e que a comunicação entre ambos tem sido "muito positiva", sem, contudo, revelar o conteúdo das conversas.
O presidente voltou também a defender a redução da escala das manobras militares entre Washington e Seul, argumentando que a medida contribuirá para tornar a península coreana um lugar "mais seguro".
Durante o encontro com jornalistas na Sala Oval, Trump pediu várias vezes a Holmes que parasse de falar e acusou-a de divulgar "notícias falsas". O presidente norte-americano classificou ainda os exercícios militares como "barulhentos" e "buliçosos".
A troca de palavras aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado, através das redes sociais, que o Pentágono iria reduzir a dimensão dos exercícios realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul. Segundo o presidente, as manobras transmitem uma mensagem inadequada a Pyongyang, pois considera que a Coreia do Norte tem sido "respeitosa" durante os seus mandatos.
Trump reforçou que Kim Jong-un sempre o "tratou com respeito" e que mantém uma boa relação com o líder norte-coreano.
Durante o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump encontrou-se três vezes com Kim, numa tentativa de alcançar um acordo para a desnuclearização da península coreana. As negociações acabaram por não produzir resultados, depois de o então presidente norte-americano ter considerado insuficiente a proposta apresentada por Pyongyang.
Desde então, a Coreia do Norte reforçou os laços com a Rússia, enquanto a relação entre Washington e Seul também atravessa um período de maior tensão.
Trump voltou ainda a criticar a Coreia do Sul, acusando o país de não ter apoiado os Estados Unidos na guerra para "desnuclearizar" o Irão. O presidente responsabilizou igualmente a administração de Joe Biden por ter reduzido o aumento da contribuição sul-coreana para os custos da defesa conjunta.
Questionado sobre se a sua política estaria a aproximar mais os Estados Unidos da Coreia do Norte do que dos seus aliados tradicionais, Trump rejeitou essa ideia e voltou a defender que a sua estratégia contribui para tornar a península coreana "mais segura".

















