Donald Trump, de 80 anos, chegou esta terça-feira, dia 7, a Ancara, na Turquia, para participar na cimeira de dois dias da NATO, marcada pelo reforço do investimento em defesa e por novas críticas do presidente norte-americano aos aliados europeus.

A cimeira reúne os líderes da Aliança Atlântica um ano depois de os estados-membros se terem comprometido a aumentar os gastos com a defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), uma meta defendida por Donald Trump desde o seu regresso à Casa Branca.

Antes da reunião principal, a NATO anunciou vários contratos na área da defesa, no valor de milhares de milhões de dólares, incluindo a aquisição de drones, aviões de reabastecimento e aeronaves de vigilância, numa demonstração do reforço das capacidades militares da organização.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, garantiu que os países europeus estão a cumprir os compromissos assumidos e defendeu que o aumento do investimento representa "uma verdadeira mudança de mentalidade", reforçando a capacidade da Europa para responder às atuais ameaças.

Apesar disso, Trump voltou a mostrar descontentamento com alguns aliados europeus, criticando a resposta à guerra com o Irão e acusando vários países de não apoiarem os Estados Unidos da mesma forma que esperam ser apoiados por Washington.

A reunião decorre também num momento em que os Estados Unidos pretendem reduzir parte da sua presença militar na Europa, pressionando os aliados a assumirem um papel mais relevante na defesa do continente. Ainda assim, os líderes europeus procuram manter uma relação estável com a administração norte-americana e evitar novas tensões no seio da Aliança Atlântica.