A EPAL anunciou um investimento de 850 mil euros na consolidação estrutural e restauro de 16 lanternins do Aqueduto das Águas Livres, no vale de Alcântara. A intervenção, que visa assegurar a integridade deste Monumento Nacional, recebeu o parecer favorável unânime da Câmara de Lisboa.
O cronograma da obra é extenso: após o lançamento do concurso público, estima-se um período de 180 dias para o procedimento concursal, ao qual se somam aproximadamente 800 dias (cerca de dois anos e meio) para a execução dos trabalhos. Este prazo reflete o rigor técnico exigido para a conservação do património pétreo e a valorização da arcaria, que inclui o maior arco em ogiva de pedra do mundo.
O projeto surge após alertas sobre a degradação em troços junto às Amoreiras e reforça a candidatura do monumento a Património Mundial da UNESCO. Segundo a EPAL, este plano de conservação preventiva é fundamental para sustentar o “valor universal excecional” do sistema e mitigar os impactos da pressão urbanística e das alterações climáticas na capital.

















