Os Estados Unidos autorizaram a Reflect Orbital a construir, lançar e operar o Eärendil-1, um satélite experimental concebido para refletir luz solar sobre zonas específicas da Terra durante a noite. A licença da Comissão Federal de Comunicações abrange apenas esta missão de demonstração, prevista para 2026, e não a futura constelação.

O aparelho deverá abrir em órbita um refletor, com cerca de 18 metros de lado, e projetar no solo uma área iluminada com aproximadamente cinco quilómetros de diâmetro, com brilho semelhante ao da Lua cheia. A empresa aponta aplicações em centrais solares, buscas e salvamentos, construção e locais remotos. Pretende chegar aos 50 mil satélites até 2035.

A proposta enfrenta críticas de astrónomos e ambientalistas. Segundo o Observatório Europeu do Sul, a constelação completa poderia tornar o céu noturno três a quatro vezes mais brilhante, prejudicando a investigação astronómica e agravando a poluição luminosa.

Além disso, depois de implementado, este projeto pode vir a ter consequências a nível de operações militares, como defendem já alguns especialistas.