A China ultrapassou, em junho, a marca de 1,06 milhões de automóveis exportados, um crescimento de 71,2% face ao mesmo mês do ano anterior. O resultado consolida o país como líder mundial nas exportações do setor e aumenta a pressão comercial sobre parceiros como a União Europeia.

Ao ritmo atual, a China deverá superar os 10 milhões de veículos exportados em 2026, muito acima dos 7,1 milhões de 2025 e mais do dobro dos 4,9 milhões registados em 2023. Este desempenho contribuiu para um aumento global de 27% das exportações chinesas em junho, enquanto as importações cresceram 36%.

O excedente comercial no primeiro semestre atingiu 576 mil milhões de dólares, apesar de uma queda de 4,7% face ao período homólogo. Segundo Wang Jun, vice‑diretor do Gabinete Nacional de Estatísticas, o avanço das exportações de veículos elétricos está ligado à transição global para uma economia de baixo carbono, impulsionando a procura por produtos verdes chineses como automóveis elétricos, baterias de lítio e turbinas eólicas, que cresceram 37,6% e 35,6%, respetivamente.

Em sentido inverso, as exportações de terras raras caíram 34% em junho, após o reforço dos controlos chineses sobre estes minerais estratégicos. As importações foram impulsionadas sobretudo pelos semicondutores, com 53,7 mil milhões de circuitos integrados importados em junho, mais 6,8% do que no ano anterior.