No primeiro trimestre do ano, o número de crianças vítimas de violência doméstica acolhidas em casas de abrigo e outros espaços de emergência ultrapassou, pela primeira vez, o número de mulheres.
Segundo dados divulgados esta quarta-feira, dia 27, pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), estavam na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica 1.383 pessoas: 684 crianças, 678 mulheres e 21 homens.
As participações às autoridades também aumentaram. A PSP e a GNR registaram 6.949 ocorrências por violência doméstica no primeiro trimestre de 2026, mais 276 do que nos três meses anteriores. Já a teleassistência abrangia 6.389 pessoas, o valor mais elevado de sempre, com um aumento de 289 pessoas face ao trimestre anterior.
Também em contexto prisional se registou um novo máximo: 1.607 reclusos por violência doméstica, dos quais 398 em prisão preventiva e 1.209 a cumprir pena. No mesmo período, 959 pessoas estavam sujeitas a pulseira eletrónica e 3.168 frequentavam programas para agressores.

















