Cerca de 121 mil veículos estarão a circular nas estradas portuguesas sem seguro obrigatório, segundo um estudo da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), citado pela Lusa. O regulador sublinha que este “não é um fenómeno residual” e representa um risco significativo para vítimas de acidentes e para o sistema.
A análise, baseada em fiscalizações da PSP entre 2023 e início de 2026, mostra uma tendência de aumento dos veículos detetados sem seguro. O rácio médio de infração em 2023 foi de 1,33%, equivalente aos 121 mil veículos. Com base nos rácios mais recentes, a ASF estima um intervalo entre 85 mil e 134 mil veículos sem seguro.
O Fundo de Garantia Automóvel registou até julho 2.709 novos processos de sinistros, mais 15% face ao ano anterior, evidenciando o crescimento sustentado dos acidentes envolvendo veículos não segurados.
O perfil mais frequente dos condutores lesantes é o de homens portugueses entre os 20 e os 40 anos, responsáveis por 94,7% dos casos analisados. As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram a maioria dos acidentes, com destaque para Lisboa, Sintra, Porto e Cascais. Os veículos mais envolvidos são ligeiros de passageiros.
O presidente da ASF, Gabriel Bernardino, alerta à Lusa que conduzir sem seguro “coloca em risco a proteção das vítimas” e expõe o condutor a consequências financeiras graves.

















