As escolas portuguesas registaram, no último ano letivo, o número mais elevado de crimes de ofensas corporais e de posse ou uso de armas desde 2021. Os dados constam do balanço do Programa Escola Segura da PSP, referente a 2025/26.

No total, foram registados 1.426 crimes de ofensas corporais, mais 10,5% do que no ano letivo anterior. Também as injúrias e ameaças continuam entre os crimes mais frequentes, com 920 ocorrências, mais 3,1% face a 2024/25.

A PSP detetou ainda 60 armas nas escolas, o valor mais elevado dos últimos cinco anos. Entre estas estavam três armas de fogo, 50 armas brancas e sete armas de outras tipologias. O número representa um aumento de 11,1% relativamente ao ano letivo anterior.

Também os crimes de natureza sexual registaram uma subida. Foram contabilizadas 103 ocorrências, mais 18,4% do que em 2024/25, mantendo-se uma tendência crescente desde o ano letivo 2023/24.

O tráfico de droga foi outra das categorias que aumentou de forma significativa. A PSP detetou 22 crimes, mais 69% do que no ano anterior.

No que diz respeito ao bullying, foram registadas 155 situações, mais 25 do que o ano passado. Já o cyberbullying contabilizou 25 ocorrências, mais uma do que no ano letivo anterior. Segundo a PSP, estas situações tinham vindo a diminuir desde 2022/23, tendência que se inverteu no último ano letivo.

No total, o Programa Escola Segura registou 4.075 ocorrências em 2025/26, mais 4,6% do que no ano anterior. Deste número, 2.898 tiveram natureza criminal e 1.177 não criminal.

Nem todos os indicadores registaram aumentos. Os roubos atingiram o valor mais baixo dos últimos cinco anos, com 67 ocorrências, enquanto os furtos totalizaram 324 casos, o número mais baixo desde 2023/24.

A maioria dos crimes aconteceu dentro dos recintos escolares, sobretudo no caso das ofensas corporais, injúrias, ameaças e furtos. Já os roubos e o tráfico de droga ocorreram com maior frequência no exterior das escolas.