A duas semanas do início das aulas, a Fenprof alerta para a existência de 2.658 horários ainda sem professores, considerando que o problema da falta de docentes continua longe de estar resolvido.
Os dados foram avançados por José Feliciano Costa, da Fenprof , que aponta ainda para 53.862 horas letivas disponíveis e milhares de alunos potencialmente afetados.
A situação surge numa altura em que os profissionais regressam às escolas. Só durante setembro, segundo a Fenprof, estão previstas quase 600 aposentações de professores, mais 30% do que no mesmo mês do ano passado.
Para José Costa, as medidas adotadas pelo Governo não atacam a origem da falta de docentes: "O Governo está a tentar resolver uma crise de recursos humanos com mais trabalho para dentro das escolas. Para quem já está dentro das escolas. Isso não é a solução, é um ciclo vicioso.”
A federação aponta ainda problemas nas condições materiais das escolas, referindo a existência de computadores desatualizados ou avariados, dificuldades no acesso à Internet e falta de apoio técnico. São também mencionados edifícios com problemas e dificuldades em lidar com temperaturas extremas.
A Fenprof manifesta igualmente reservas quanto à revisão do estatuto da carreira docente, defendendo que algumas das alterações previstas podem contribuir para desvalorizar a profissão e facilitar a entrada de professores sem formação pedagógica adequada.
Recorde-se que, o calendário escolar sofre este ano uma alteração no ensino secundário devido aos problemas na avaliação digital dos exames nacionais. O início das aulas deste nível de ensino foi adiado para segunda-feira, dia 21. Nos restantes níveis, o regresso está previsto entre sexta-feira, 11 e terça-feira, 15.

















