O primeiro-ministro da Moldávia, Alexandru Munteanu, de 62 anos, apresentou a demissão, esta sexta-feira, dia 3, alegando que já não conseguia exercer o cargo de acordo com os seus princípios, numa decisão que surge em plena crise económica e após meses de crescente contestação ao Governo.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, o governante explicou que aceitou o cargo com um forte sentido de responsabilidade, mas que decidiu abandonar funções quando percebeu que já não conseguia cumprir o mandato de acordo com os seus princípios e convicções.

A demissão acontece um dia depois de uma reunião com a presidente pró-europeia, Maia Sandu, e numa altura em que o país enfrenta uma crise económica e um crescente descontentamento popular.

O governo de Munteanu tem sido alvo de críticas nos últimos meses. Uma sondagem divulgada em fevereiro, por exemplo, indicava que quase 40% dos inquiridos avaliavam negativamente o desempenho do primeiro-ministro, enquanto muitos consideravam que o Executivo não tinha conseguido trazer mudanças significativas ao país.

Segundo o portal local Unimedia, Munteanu terá ainda gerido parte dos seus interesses comerciais através de um advogado cipriota sancionado internacionalmente após a invasão russa da Ucrânia e ligado ao oligarca russo Alisher Usmanov, próximo do Kremlin.