A Infraestruturas de Portugal terá de celebrar um acordo-quadro com a B-Rail para garantir previsibilidade à empresa na futura rede ferroviária de alta velocidade. A decisão resulta de uma intervenção do regulador dos transportes, na sequência de um conflito entre a IP e a operadora ligada ao grupo Barraqueiro.
O objetivo é assegurar que empresas interessadas em operar comboios de alta velocidade possam preparar antecipadamente investimentos, material circulante e capacidade operacional, evitando que o acesso à futura rede fique condicionado por decisões tardias do gestor da infraestrutura.
A questão está longe de ser meramente administrativa. Portugal prepara investimentos de milhares de milhões de euros na ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa, Porto e a fronteira espanhola, mas a infraestrutura só será verdadeiramente concorrencial se vários operadores puderem utilizá-la em condições previsíveis.
A decisão do regulador representa, por isso, um sinal importante: a nova ferrovia não poderá nascer como um sistema fechado ou desenhado exclusivamente em função do operador histórico.

















