As sucessivas ondas de calor registadas neste verão terão provocado cerca de 33 mil mortes adicionais ou diretamente relacionadas com as temperaturas extremas em oito países europeus. Os dados provisórios abrangem Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Reino Unido, Países Baixos, Áustria e Portugal, entre meados de junho e agosto.

A última semana de junho foi a mais mortífera, com quase 16 mil óbitos adicionais, seguindo-se a primeira semana de julho, com cerca de oito mil. A Alemanha contabilizou aproximadamente 14 mil mortes associadas ao calor até 9 de agosto, o valor mais elevado desde que estas estimativas começaram a ser realizadas, em 2016. Os idosos com mais de 75 anos foram os mais atingidos.

França registou cerca de 7300 mortes durante os períodos de temperaturas elevadas, enquanto Espanha contabilizou 4500 e o Reino Unido 2877. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde identificou mais de 600 mortes adicionais entre meados de junho e o final de julho. Os números surgem num verão marcado também pela seca e por incêndios de grandes dimensões, fenómenos agravados pelo aquecimento global e que colocam sob pressão os sistemas europeus de saúde.