O Indicador de Clima Económico manteve uma trajetória ascendente no segundo trimestre de 2026, revelando maior confiança dos empresários e gestores na evolução da economia angolana a curto prazo.
O desempenho positivo foi sustentado por seis sectores: comércio, construção, indústria transformadora, transportes, turismo e indústria extrativa. Apenas o sector das comunicações continuou a apresentar uma avaliação desfavorável.
No turismo, diminuiu o número de empresas que disseram enfrentar obstáculos ao funcionamento, quando comparado com o mesmo período de 2025. A indústria extrativa também evoluiu positivamente, embora os empresários continuem a apontar o excesso de regulamentação e a falta de trabalhadores especializados como dificuldades importantes.
Na indústria transformadora, os maiores problemas são a escassez de matérias-primas, as avarias frequentes dos equipamentos e a insuficiência de mão de obra qualificada.
A melhoria da confiança pode antecipar mais investimento, contratação e produção, mas o indicador mede perceções e não substitui os resultados concretos. Para que o otimismo se transforme em crescimento, será necessário reduzir os custos das empresas, facilitar o acesso a divisas e crédito e melhorar o fornecimento de energia, os transportes e a formação profissional.

















