O agravamento do fenómeno El Niño poderá provocar uma combinação perigosa de calor extremo, chuvas intensas e secas prolongadas, aumentando significativamente a pressão sobre hospitais e serviços de emergência. Investigadores alertam para uma maior incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e transmitidas por mosquitos, além de leptospirose, hepatite A e diarreias nas regiões afetadas por inundações.
As consequências não serão iguais em todas as cidades. Enquanto algumas regiões enfrentarão temperaturas muito elevadas e incêndios, outras poderão sofrer chuvas torrenciais, deslizamentos e interrupções no funcionamento de unidades de saúde. O risco é agravado pelas diferenças na capacidade de prevenção e resposta das autoridades locais.
Entre as medidas recomendadas estão o reforço das reservas de medicamentos, a criação de equipas de emergência, a emissão antecipada de alertas e a preparação de hospitais de campanha. Os especialistas defendem igualmente uma articulação permanente entre os serviços meteorológicos e os sistemas de saúde. A antecipação será decisiva para proteger idosos, crianças, doentes crónicos e populações mais vulneráveis, evitando que um fenómeno climático se transforme numa emergência sanitária.

















